Aqui estou eu, no quentinho da minha sala, a pensar que devia era estudar, mas a vontade é nula.
Sem nada para fazer, porque a estas horas não há ninguém no Facebook, decidi escrever qualquer coisa para este mui nobre blog.
Primeiro pensei em escrever sobre os exames, mas isso só me iria deprimir ainda mais. Depois pensei em escrever como é uma seca ter dias de férias mas ter os amigos todos e o namorado a estudar para os exames, e ter de ficar em casa a morrer, mas isso também só iria aumentar o meu grau de depressão.
Então, foi aí que surgiu esta brilhante ideia, que é uma coisa que me tem passado muito pela cabeça ultimamente (sim, só passa merda por esta cabeça) e quis partilhar com os meus caros seguidores ou seja, comigo mesma.
Pois bem, o tema que eu vos trago hoje é um problema que atinge muitos jovens e adolescentes e acredito que toda a gente já passou por isto. A situação é a seguinte :
Imaginemos o Pedro e a Maria (porra, porque raio é que todas as mulheres inventadas se têm de chamar Maria?). Eles são dois amigos que partilham uma boa amizade e são felizes assim. O Pedro acha que a Maria é uma rapariga simpática e porreira e a Maria acha que o Pedro é um rapaz fixe e divertido. Até aqui, tudo muito bem.
O pior vem depois.
Sempre que um rapaz e uma rapariga são grandes amigos, ao ponto de saírem várias vezes juntos, só os dois, e de fazerem muitas coisas juntos, de passarem muito tempo juntos, de estarem sempre a falar, dá sempre no mesmo. Um deles acaba por se apaixonar pelo outro, e se não se apaixona, fica com um fraco , ou com vontade de lhe saltar para cima, e pronto, vocês percebem onde é que eu quero chegar.
Podemos explicar isto seguindo uma equação muito simples:
Em todos os namoros há amizade, e em todos os namoros hà contacto físico. É claro que há outras coisas, como o amor, mas isso já iria dar pano para mangas e eu não tenho paciência para debater outras variáveis.
Imaginemos que o interesse pós-amizade surge da parte do Pedro. O Pedro pensa para ele: “Bem, nós temos a amizade. E que tal adicionar contacto físico? Podiamos transformar esta boa amizade num namoro saudável”.
Então, este pobre e iludido sujeito vai ter com a Maria e declara-se a ela.
Aí, vem o célebre momento. A Maria diz muito calmamente: “Pedro, tu és um rapaz muito querido e simpático, e eu gosto de ti, mas só como amigo … Podemos continuar assim?”.
E pronto, facada no estômago do Pedro.
Geralmente esta história tem sempre o mesmo fim, ambos se afastam e a amizade termina.
Por isso hoje, eu quero tentar explicar porque é que a amizade termina quando há uma situação destas. Normalmente, o rapaz é o que se afasta e a rapariga fá-lo por conseguinte.
Primeiro, analisemos o lado masculino da coisa: porque é que o Pedro se afasta?
Número 1- Orgulho Masculino
Nenhum homem ou rapaz gosta de levar uma nega, isto mexe-lhes com o orgulho e gera uma frustração enorme neles.
Número 2- Sofrimento
Para um homem, tentar manter uma amizade quando gosta da rapariga e saber que aquilo não vai passar disso mesmo, de uma amizade, é como masoquismo.
Exactamente, masoquismo.
Imagine-se alguém morrendo de fome, fechado numa sala vazia, sem fuga possível. E nesta sala há uma janela de vidro por onde dá para ver um delicioso prato de comida. Essa pessoa tem duas opções: ou fica a olhar para a janela, aumentando o seu sofrimento, ou vira as costas à janela, para tentar esquecer que aquela comida deliciosa está lá fora e diminuir assim a sua dor.
Isto é uma analogia com aquilo que acontece com o Pedro e Maria, e o motivo pelo qual ele se afasta. Parece fazer sentido, não? É.
Ponto de vista feminino:
Agora, meus amigos, a coisa complica.
Recordam-se da equação? Pois bem, quando a Maria responde ao Pedro, dizendo que não quer namorar com ele, ela na verdade está a querer dizer que não quer adicionar o contacto físico e transformar a amizade num namoro. E aí, como vocês sabem, o Pedro afasta-se, por motivos que eu já expliquei antes.
Então, eis que surge na cabeça da rapariga o seguinte pensamento: “Nós já construímos uma amizade tão forte e tão bonita, e ele desaparece quando eu digo que não quero mais do que isto? Ah, aquele parvalhão, só queria mesmo o contacto físico comigo!”. Resultado: a Maria também se afasta e a amizade termina.
Pois é, e assim acaba uma amizade tão bonita. E isto porquê? Porque nem um nem o outro se dão ao trabalho de perceber o lado de cada um. Realmente, talvez essa amizade nem fosse assim tão forte.
E é isto, meus amigos. Espero que com este enorme texto eu vos tenha esclarecido um pouco sobre o lado feminino e o lado masculino deste complexo “problema” que é dizer/ouvir a célebre frase “Eu gosto de ti, mas só como amigo”.
Gostei imenso deste post. Está dito! :)
ResponderEliminarSorry pela invasão.
Ainda bem que gostaste, espero que continue a poder agradar-te com outros posts que se seguirão !
ResponderEliminarObrigada pela visita :D
que lamechas...vregghhhhhhhh
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