Não é peculiar a forma como um objecto, uma música ou um momento nos faz voltar atrás no tempo? Damos por nós mergulhados em memórias, a reviver mentalmente tudo aquilo que outrora vivemos.
   Hoje encontrei perdido no meu quarto, aquele CD que me deste no Natal de 2008. Senti um ligeiro arrepio quando li a data. Já se passaram 4 anos, dá para acreditar?
    Subi até ao sótão e liguei o computador velhinho, aquele onde passávamos tardes inteiras a cuscar o HI5 de mil pessoas do liceu, e onde eu passava manhãs, tardes e noites a falar contigo no MSN. Era um programa mítico, pena que agora já ninguém o use.
    Ao fim de meia hora, consegui ver o que estava escondido no CD - um vídeo que fizeste para mim, com um daqueles textos amorosos mesmo à menina de secundário e imensas fotografias nossas. Éramos tão inocentes , mas julgávamo-nos tão adultas e senhoras do Mundo, com apenas quinze anos. O que sabíamos nós sobre a vida? Aliás, o que sabemos nós sobre ela?
    Eu aprendi que o tempo passa depressa demais, sem darmos por isso. Éramos as melhores amigas, e hoje mal sei quem tu és.
    Só que eu garanto, não importa quantos mais anos passem, que eu nunca me irei esquecer de ti.
   
Tu, a miúda que apareceu do nada no 10º ano, mesmo depois de nove anos passados na mesma turma. Mostraste-me a coisa mais importante que eu aprendi nestes 19 anos, mesmo sem teres noção disso - que o amor é a melhor coisa que existe, e não há nada que se compare a ele.
Tu, a miúda que apareceu do nada no 10º ano, mesmo depois de nove anos passados na mesma turma. Mostraste-me a coisa mais importante que eu aprendi nestes 19 anos, mesmo sem teres noção disso - que o amor é a melhor coisa que existe, e não há nada que se compare a ele.
    Sabes bem que, apesar de tudo, eu ainda te amo.
Obrigada por me teres feito crescer, por me teres ensinado tanto.